Edição 311 | 2017

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26/10/2017 10:15 - Atualizado em 26/10/2017 10:16

Arquiteto: sinônimo de economia

Profissional pode evitar despesas não planejadas no início da reforma e até mesmo o desperdício de materiais

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Contratar um arquiteto para elaborar um projeto ou fazer a reforma de um imóvel sai bem mais em conta do que muitas pessoas imaginam. De acordo com o CAU/SP - Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, o serviço custa, em média, entre seis e 10% do valor da obra. Além de evitar despesas fora do planejado ou o desperdício de materiais, o trabalho do arquiteto oferece vantagens para o futuro. “A escolha de materiais adequados para determinadas áreas, por exemplo, é essencial para evitar gastos extras com manutenção. O bom aproveitamento do espaço também fará que novas alterações no layout não sejam necessárias num curto espaço de tempo”, garante o presidente do CAU/SP, Gilberto Belleza.

O profissional visa justamente a manutenção dos gastos, aplicando o dinheiro do cliente de forma pontual, além de otimizar o espaço proporcionando aquilo que foi sonhado para o local.

Para contratar o especialista, é preciso saber que quanto mais cedo ele estiver envolvido na reforma, mais vantajoso será. “O arquiteto saberá organizar a construção, planejará aquilo que é necessário justamente com o valor que o cliente possui. Digamos que o dinheiro utilizado com a contratação volte para o cliente em uma aplicação adequada, sem gastos excessivos”, explica o arquiteto Thiago Papadopoli.

Para investir no profissional desejado é importante acompanhar sua trajetória. Belleza recomenda que, antes de fechar negócio, o cliente verifique se o profissional tem registro no CAU. “Sem isso, ele não pode emitir o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), uma garantia de que está contratando um profissional tecnicamente capacitado”, completa.

Outra dica importante é tomar cuidado com preços muito abaixo dos que são praticados no mercado. “Arquitetos que cobram preços significativamente inferiores podem estar lucrando em cima do cliente de outra maneira. Geralmente ganhando, de lojas e fornecedores, comissões ou outros tipos de benefícios pela indicação ou compra de materiais para a execução da obra. Uma prática que é condenada e combatida pelo Conselho e por muitos profissionais”, explica Belleza. A essa prática se dá o nome de Reserva Técnica e, se houver qualquer suspeita, pode ser denunciada ao Conselho.

Ao vivo
Sobre escritórios que oferecem projetos à distância – ou online, embora não haja qualquer irregularidade na atividade (se o projeto for realmente elaborado por um arquiteto registrado no CAU e for emitido o RRT), Belleza acredita, entretanto, que o contato pessoal com o cliente e o conhecimento do local onde acontecerá a intervenção são fundamentais.

“Para muitas atividades, a tecnologia ainda não substituiu a real presença de um especialista. Indiscutivelmente, o olhar do arquiteto sobre o espaço físico onde ele deve elaborar um projeto é ainda um fator relevante para o melhor resultado do seu trabalho”, enfatiza o presidente do CAU/SP.
Papadopoli especifica que o arquiteto pode estar envolvido desde a planta da construção até a atuação de designer de interiores, auxiliando na compra de móveis e planejamento do ambiente interno. “Neste caso também pode ser prestada apenas consultoria, onde o especialista fornece ideias que melhor se adequam ao projeto, opção que pode sair mais em conta se o seu propósito é a decoração ideal do local”.

Outra dica para manter os gastos organizados é a ferramenta de tabelas de honorários disponibilizada pelo CAU. Além disso, a FNA- Federação Brasileira de Arquitetos, oferece o download da cartilha com dicas sobre como contratar um profissional da área.
“O arquiteto sempre será um investimento para sua obra e seu bolso, não um gasto, mas uma visão objetiva para realizar o seu sonho de forma bem aplicada”, finaliza Papadopoli.
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