Edição 304 | Março/17

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30/03/2017 11:53

Vida de Cão

Acostumados a uma rotina de cuidados e mimos especiais, os animais domésticos também precisam de atenção para evitar doenças que, até pouco tempo, só eram diagnosticadas em humanos



Já se foi o tempo em que os animais domésticos viviam nos quintais, dormiam fora de casa, comiam os alimentos que sobravam dos almoços e jantares de seus donos e tinham seus hábitos restritos às necessidades animais. 
O fato é que a expressão “vida de cão” ganhou uma conotação completamente diferente nos dias atuais. Enquanto que, antigamente, esse dito popular se referia a uma vida miserável e sofrida, hoje, os animais domésticos como cães e gatos têm uma rotina de causar inveja em muitos humanos por aí. Além de locais especializados em banho e tosa, com cursos de especialização por raça, a Medicina Veterinária tem mostrado grandes avanços e especialistas como dermatologistas, oncologistas, odontologistas e cardiologistas surgiram para tratar caso a caso os ‘melhores amigos do homem’. Creches com recreação canina, passeadores, festa de aniversário e boutiques com itens de luxo também fazem parte do leque de serviços oferecidos para os tutores que não cansam de mimar seus companheiros de quatro patas.
Prova de que o Mercado Pet está aquecido é o aumento na procura por planos de saúde para os animais. “Assim como aconteceu na Medicina para humanos, a veterinária evoluiu muito nos últimos 10 anos. Foi-se o tempo em que os cuidados restringiam-se à vacinação, castração e banho/tosa. No mercado existem especialistas em áreas distintas para atender os pets e há também maior oferta de exames de análises clínicas e de imagem, como ultrassom e ressonância magnética”, explica o diretor da Célebre Corretora de Saúde, Marcelo Alves.
Apesar de não ser algo tão consolidado, a empresa registrou aumento de 120% na busca pelo plano no último ano. “Ao adquirir esse tipo de benefício, é possível reduzir o orçamento comum com um bichinho de estimação em até 25%”, garante Alves. Porém, o diretor da corretora lembra que, embora os problemas nos animais apareçam após certa idade, é de suma importância contratar o serviço antes dele sofrer alguma enfermidade grave, assim, o valor pago será menor e o bicho de estimação, bem como o bolso do respectivo dono, estarão protegidos. “Quanto antes contratar, maior será a segurança e a economia”, orienta.
Quando se trata de economizar com a saúde dos animais, o ditado popular não muda e a prevenção é sempre o melhor remédio. Para evitar doenças, vacinação, escovação dentária, castração, alimentação balanceada e atividade física são fundamentais.

Vacinação
Quando falamos em prevenção, é importante saber que a vacina da raiva não é a única que o animal precisa para evitar doenças. Além disso, estar com a carteirinha em dia é fundamental para que o animal possa viajar com seus donos.
O proprietário da clínica veterinária que leva seu nome, Kalio Paarmann Junior, explica que para serem imunizados, cães e gatos devem estar vermifugados e em perfeito estado de saúde e nutricional. Somente o médico veterinário pode avaliar e confirmar, e é importante lembrar que a maioria das vacinas devem ser repetidas anualmente”, enfatiza.

Esquema de imunização:

Para os cães:
v10: (protege contra Cinomose, Hepatite, Adenovirus, Parainfluenza Parvovirose, Coronavirose e quatro tipos de Leptospirose) - deve ser aplicada em cães com seis semanas de idade com intervalo mínimo de três semanas entre cada administração;
Giardíase Canina: deve ser aplicada a partir de oito semanas de idade e repetida de duas a quatro semanas após a aplicação da primeira;
Bordetella Brochiseptica (tosse dos canis): uma dose a partir de oito semanas de idade e outra dose de duas a quatro semanas após a aplicação da primeira;
Raiva: dose única a partir de três meses de idade.

Para os gatos:
Quádrupla felina (Rinotraqueíte felina, Calicivirose, Panleucopenia e Clamidiose): uma dose a partir de nove semanas e outra após três a quatro semanas;
Raiva: dose única a partir de três meses.

Escovação Dentária
A Doença Periodontal (inflamação de gengiva e perda da ‘vida’ do dente) já é uma realidade e rotina na prática da clínica veterinária. Além de uma questão de estética, uma escovação deficiente pode contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração e problemas renais levando a diminuição e a perda da qualidade de vida. “Tratamentos clínicos e cirúrgicos feitos com os médicos veterinários são a melhor forma de tratar e proteger nossos amiguinhos contra esta patologia tão comum”, garante a médica veterinária e responsável técnica da Pet Star, Déa Simone Padoim.
Ela explica que os animais devem escovar os dentes diariamente ou em dias alternados e que esse hábito deve ser criado quando o animal ainda é um filhote o que facilitará a extensão desses cuidados por toda a vida. “Quando ainda é filhote, podemos enrolar uma gaze nos dedos e fazer movimentos de escovação para o cão acostumar com o manuseio. Em seguida, pode ser introduzida a escova com pasta apropriada para a espécie, lembrando que não pode ser pasta de uso humano devido ao flúor que intoxica o cão. O mesmo se enquadra para os felinos. Quando o dono não tem habilidade em executar a escovação, os centros de estética têm profissionais capacitados em realizar tal procedimento, utilizando escovas e creme dental descartáveis”, ensina a especialista.

Castração
O procedimento feito tanto nos machos quanto nas fêmeas, traz benefícios para a saúde de ambos e deve ser realizado sob o efeito de anestesia geral, em centro cirúrgico por profissionais habilitados. É o que explicam as médicas veterinárias da creche Felicicão, Suziléia de Souza Leite e Luciana de Souza.
“Nas fêmeas, o risco de Câncer de mama diminui 99% quando a castração é realizada antes do primeiro cio. Nos machos, reduz-se em grande escala os problemas de próstata assim como o Câncer de testículo que, na maioria dos casos, é fatal”, detalham.
Outros benefícios são apontados pelas especialistas como a diminuição da necessidade de marcar território por parte dos machos que o fazem através da urina e a ausência do sangramento nas fêmeas que costuma durar cerca de 20 dias. “Além disso, melhora o comportamento do cão, o que é essencial para um convívio saudável com outros animais tanto nas creches e hotéis quanto em passeios na rua”, enfatizam as proprietárias da Felicicão.

Alimentação balanceada
Assim como os cães e gatos já usufruem de ‘mordomias’ antes apenas humanas, algumas doenças que também eram quase exclusivas de nossa espécie, hoje são comumente diagnosticadas nos animais domésticos, dentre elas a Obesidade.
A médica veterinária da Jully Pet, Débora Souza Seara e a proprietária do local, Santina Avelino, explicam que, em grande parte dos casos, a culpa por esse quadro é dos tutores. “Maus hábitos como má alimentação e sedentarismo, por exemplo, são herdados a partir da observação e do usufruto do comportamento dos seres humanos. O resultado disso são animais comendo cada vez mais – e comidas pouco saudáveis – e fazendo menos exercícios do que deveriam”, detalham.
Esse sobrepeso pode trazer uma série de consequências graves para o pet. “Doenças osteoarticulares, Diabetes, problemas respiratórios, circulatórios e cardíacos são apenas alguns dos sintomas facilmente diagnosticados com uma simples visita à clínica veterinária. O problema é sério e você pode – e deve – tomar algumas atitudes para evitar que isso aconteça ou, se a Obesidade em cães e gatos já é uma realidade, iniciar imediatamente o tratamento” aconselham as especialistas.
Uma das principais causas da Obesidade em cães e gatos é alimentação inadequada. Em linhas gerais, temos muitos proprietários oferecendo alimentos humanos para os pets. Petiscos, pães, bolachas, pizza, chocolate e até sorvete estão entre as guloseimas oferecidas. “Os animais comem e adoram, mas não têm como expressar o quanto isso faz mal para eles”, lamentam.
Débora e Santina recomendam a busca por uma ração de qualidade para evitar o problema. “Evite ração colorida. Os cães não são estimulados a comer pela visão, mas pelo olfato. As cores são para atrair a atenção dos proprietários. Atente às características do animal, como porte, idade, estilo de vida e doenças pré-existentes. Quanto mais específica for a ração, maior a chance do seu pet se adaptar e estar saudável. Faça uma avaliação geral com o médico veterinário, para a escolha do alimento ideal, especificamente”, orientam.
E, se você é daqueles que adora dar alimentos da sua mesa para seu ‘amigo’, a equipe do Jully Pet ressalta que “a ração já contem todas as necessidades nutricionais que seu pet precisa, mas caso você tenha o hábito de dar alimentos para ele, prefira frutas (abacate, banana, caqui, mamão, manga, maçãs, melancia, melão, pera – sem caroço e sem as sementes) e vegetais (abobrinha, abóbora, beterraba, brócolis, cenoura, chuchu, couve-flor, couve, ervilha, espinafre, mandioquinha, palmito, repolho, vagem)”.

Veja alguns alimentos que NUNCA devem ser oferecidos:

Chocolate: Com a proximidade da Páscoa, a tentação de oferecer esse alimento para cães e gatos aumenta e o número de intoxicações também. O vilão nesse caso é um alcalóide derivado do cacau chamado teobromina. O fígado dos pets não metaboliza essa substância prima da cafeína, que fica ativa no organismo, podendo intoxicar gravemente e causar taquicardia, espasmos musculares, vômitos e diarreia. Se quer presentear seu amigo, procure produtos especializados.

Carambola: É melhor evitar oferecer ao pet essa fruta. Ela apresenta grandes quantidades de ácido oxálico insolúvel, que pode prejudicar os rins com deposição de cálculos de oxalato de cálcio.

Massa crua de pão ou bolo: Resista ao pedido do pet quando estiver manipulando massa crua de bolo ou de pão. O fermento presente na massa crua produzirá gases e álcool no trato digestório do animal, o que causa muita dor e desconforto pela distensão do estômago ou alças intestinais.

Cebola e acebolados: Nada de dar cebola ao seu amigão. Uma substância encontrada nela chamada n-propil disulfito pode provocar um tipo grave de anemia nos pets. O perigo é exponencialmente maior para os gatos, mais sensíveis à intoxicação por cebola.

Alho: Como os gatos são mais sensíveis que os cães aos compostos sulfurosos da cebola, o alerta também se estende a “parentes” dela, como o alho, o alho-poró e a cebolinha.

Macadâmias: Até 12 horas depois da ingestão dessas castanhas, cães e gatos podem apresentar fraqueza, Depressão, vômitos, tremores, hipertermia e queda dos membros traseiros.

Batata comum: Os vegetais da família das solanáceas – batatas, tomate, berinjela, jiló e pimentão – contêm um glicoalcalóide chamado solanina (ou solamina), capaz de deprimir o sistema nervoso central e provocar transtornos gastrintestinais. Mas de todos os citados, a batata inglesa é a mais rica nesse composto, cuja casca concentra até 90% da solanina.

Uvas e passas: Ainda não se sabe exatamente o motivo, mas há relatos de sobra na literatura científica de cães que comeram uvas ou passas e desenvolveram falência renal aguda severa, em muitos casos, letal.

Semente de linhaça crua: contém ácido erúcico, que pode intoxicar os pets.

Açúcar e alimentos açucarados: podem causar Obesidade, Cáries, Diabetes e tornam o paladar dos pets seletivo.

Frituras: fornecem gorduras oxidadas, prejudiciais à saúde.

Chá preto e café: contêm alcalóides neurotóxicos e que podem causar alterações cardíacas.

Bebidas alcólicas, maconha: por motivos óbvios.

Pimenta malagueta: pode causar gastrite e até úlcera.

Sementes de maçã e pera: liberam pequenas doses de ácido cianídrico no estômago, um tipo de veneno.

Inverno: é preciso ficar atento

De um modo geral, todo animal deve ser protegido contra o frio, para evitar doenças e desconforto, principalmente, aqueles que vivem fora de casa. O ideal é recolhê-los para dentro do lar nessa época de inverno, é o que recomenda a médica veterinária da Pets Premium, Jessica Cabanas.
Além das doenças respiratórias que são as mais comuns nesse período, os cães e os gatos idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, passam a sentir mais dor quando expostos as baixas temperaturas.
“A Traqueobronquite, conhecida como Gripe Canina ou Tosse dos Canis e as Pneumonias costumam acometer os cães no período enquanto a Rinotraqueíte, é mais comum em filhotes de gatos. A melhor forma de evitá-las é vacinando os animais. As aves, assim como os mamíferos, também sofrem com o frio e as vias aéreas são acometidas frequentemente. Não é raro o aparecimento de pneumonia, acompanhada ou não de secreção nasal. Como nem sempre as aves espirram, pode ser difícil diagnosticar o problema, e a complicação pode se tornar mais severa, envolvendo o pulmão e os sacos aéreos. Para evitar o problema, ofereça alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas e vegetais verdes escuros”, orienta a especialista.
O Inverno também costuma causar dúvidas em relação a necessidade de aumento na oferta de comida aos animais. Contudo, Jessica explica que a temperatura do Brasil, do verão ao inverno, não implica em maior necessidade calórica para os pets. “Muita gente acha que cães e gatos podem ter mais fome quando a temperatura cai, especialmente nos dias de frio mais rigoroso. Há quem aumente por conta própria a quantidade de ração, alegando que eles precisam de mais calorias para manter a temperatura corporal, mas isso não é necessário. Especialmente se levarmos em conta que os cães e gatos que têm lar vivem dentro de casa e não ficam expostos por longos períodos às baixas temperaturas, além de ser comum o uso de roupas, cobertores e camas. Essas pessoas, sem saber, estão contribuindo para um desequilíbrio alimentar, que pode levar a um quadro de sobrepeso e até mesmo à Obesidade de seus animais. No nosso país, se a temperatura eleva ou abaixa, não é desculpa para aumentar a comida do pet. Não se preocupe, alimente e hidrate o seu animal como de costume e mantenha-o sempre saudável”, orienta.
A pele dos animais também sofre ressecamento com as baixas temperaturas e precisa de cuidados. “Deve-se manter a higiene do animal, oferecendo banhos, preferencialmente em pet shops para secagem correta e hidratação da pele. Hoje existem vários produtos no mercado para essa finalidade, como por exemplo o uso de emolientes”, destaca a médica veterinária da Pets Premium.

Atividade física
Com a vida agitada do dia a dia, às vezes fica difícil arrumar um tempinho para levar o animalzinho de estimação para uma corrida, caminhada ou mesmo um passeio pelo bairro. A correria dos tutores faz com que muitos deles, inclusive, passe um longo período do dia sozinhos em casa, o que pode gerar angústia e Depressão no bichano.
Visando deixar a vida dos pets mais saudável e feliz, as creches são uma boa opção quando o assunto é a prática de atividade física, gasto calórico e consequente prevenção contra a Obesidade e doenças relacionadas e a boa convivência com outros cães.
“Quando temos um bichinho de estimação, queremos oferecer a ele o que há de melhor, mas com tantos compromissos, muitas vezes precisamos da ajuda de profissionais que possam nos auxiliar com atividades para os pets. Por isso, cada dia mais, sentimos a necessidade de levá-los à creche. Existem espaços para gatos, pássaros, roedores e até peixes”, contam as proprietárias do Casa Cão Fashion que possui uma creche que atende com brinquedos interativos e câmeras online, apenas cães, Rosana Tetamanti e Cristina Tetamanti.
Dentre os benefícios que esses espaços oferecem, está a socialização do animal. A gerente do Pet Hotel Dog Life e responsável pela creche do local, Roberta ou tia Rô, explica que lá, os animais brincam e gastam toda a energia, deixando os proprietários sossegados ao chegarem do trabalho porque após um dia de brincadeiras querem só descansar e ‘recarregar as baterias’.
Assim como em uma escola tradicional, os tutores mandam o alimento que será consumido pelo animal no horário das refeições. “A creche é indicada para todos os tipos de cães. Aqui eles são separados por porte e tamanho. Os mais bravos fazem a recreação separados com o monitor. Nossa única exigência é que ele seja sociável com pessoas para que os funcionários não corram riscos”, alerta Tia Rô.
Esse locais costumam atender a necessidade dos tutores e oferecem pacotes diferenciados conforme o tempo e a quantidade de dias que o animalzinho frequentará a creche. “Atendemos a necessidade de cada cliente. Alguns passam a semana toda aqui conosco no período integral (das 8 às 19h) outros só vêm passar o dia ou até mesmo meio período (das 8 às 14h ou das 13 às 19h). O proprietário é livre para escolher o modo que mais se adapte à sua necessidade”, explica a proprietária da Recreacão, Natascha Magrini Palmeri.
“O animal que vai à creche irá gastar energia e evitar a ociosidade. Em alguns casos, os cães, por ficarem muito tempo sozinhos, podem desenvolver fobias ou até mesmo tiques nervosos, como o de ficar mordendo partes do corpo (geralmente as patas) às vezes criando feridas. Aqui, eles têm diversas atividades como: passeios externos, piscinas rasas, brincadeiras com bolinhas, aula de adestramento e obediência básica, jogos educativos (frisam a coordenação e memória) e enriquecimento ambiental (brincadeiras que estimulam o faro, a caça e remetem à vida do animal na própria natureza)”, finaliza a especialista.

Animais exóticos
A imensa maioria dos tutores prefere ter como companhia um cão ou gato, mas há quem se apaixone pela exuberância dos animais exóticos como répteis e aves. O médico veterinário e responsável pelos atendimentos clínicos e cirúrgicos da Ornamental Veterinária, Alex Luciano Fernandes, enfatiza que é preciso ficar atento à higiene desses animais. “Banhos e tosa podem ser realizados em algumas raças de coelhos ou porquinhos da Índia, porém, na minha opinião, deve ser feitos somente em ocasiões especiais. Em relação às aves e répteis, o recinto fornecido a eles deve conter uma área onde possam se banhar com a frequência que necessitarem”, ressalta.
A higiene da casa deve seguir a mesma linha dos pets tradicionais, mas o especialista alerta que esses companheiros também ficam doentes e que as vacinas não são usuais nesses animais. “As doenças são muitas, mas acredito que as deficiências alimentares são as que encabeçam essa lista. Os animais silvestres são mal alimentados e os tutores não são instruídos de forma correta. Entretanto, quem optar por um animal silvestre de companhia, poderá interagir de forma amistosa e observar seu comportamento único. Eles são apaixonantes”, finaliza Fernandes.

Antes da adoção
Seja qual for o bichinho que você escolher para habitar a sua casa e dividir seus momentos de alegria, é importante lembrar que a adoção ou compra do animal implica em diversos gastos ao longo de toda a sua vida. Além disso, seu amigo vai precisar de companhia, passeios, boa alimentação, cuidados e, principalmente, atenção e carinho.
Compartilhe com a sua família a decisão de ter um animal de estimação. Se tiver filhos, explique todas as responsabilidades que um tutor tem e verifique se todos estão dispostos não só a ajudar mas, principalmente, respeitar e amar esse ser que viverá durante muitos anos em seu lar.
Quando bem cuidados e cercados de carinho, os animais domésticos costumam ser grandes companheiros e dividir momentos de alegria e tristeza com a família. A decisão deve ser tomada com consciência e depois de analisar se você pode oferecer todas as condições mínimas que o animal necessita.
Nas próximas páginas, você vai encontrar sugestões de produtos e serviços para deixar ainda melhor o dia a dia do seu amigo. Confira também clínicas especializadas na saúde dos bichinhos e locais que apostam no bem estar do seu animal, oferecendo espaços destinados à recreação e à prática de atividade física, além da socialização e diversão para aqueles que sempre nos trazem alegria e um lar com muito mais amor.