Edição 303 | 2017

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24/02/2017 15:39

Oi? Não entendi!

Perda auditiva na Terceira Idade pode ser amenizada sem comprometer interação social. Adiar a reabilitação pode implicar em doenças secundárias, como a Depressão

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É  comum associarmos ao envelhecimento a inatividade, problemas de saúde e perda da independência. De fato, à medida que envelhecemos, estamos mais susceptíveis a doenças crônicas comuns da idade, como pressão alta e Diabetes, à perda de mobilidade e de memória. Mas muitas das limitações inerentes ao processo de envelhecimento podem ser amenizadas, como é o caso da perda de audição.

Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, o problema acomete um terço da população acima dos 65 anos e metade dos idosos com mais de 75 anos. No Brasil, de acordo com o IBGE, a população com mais de 60 anos ronda os 25 milhões, o que sugere um potencial enorme para incidência do problema.

“Para preservar a qualidade de vida, sem comprometer a interação social, cuidar da audição é indispensável”, alerta a fonoaudióloga, diretora da rede de reabilitação auditiva Direito de Ouvir, Andréa Abrahão. “É importante que o idoso procure ajuda assim que perceber que não está ouvindo bem, pois quanto antes diagnosticada a deficiência auditiva, menores as consequências. Quem protela o problema fica mais exposto a doenças secundárias, como a depressão, e se priva de manter uma convivência plena e positiva com os amigos e familiares, o que pode ser facilmente resolvido através da reabilitação auditiva”, completa.

Sintomas da perda auditiva
Alguns sintomas, como zumbidos e sensação de ouvido entupido, podem indicar o início de uma perda auditiva. No convívio social, também é possível notar a limitação quando o idoso começa a falar muito alto, a repetir perguntas por não entender as respostas e a ter dificuldade de se comunicar por telefone. “Muitos pacientes convivem com a perda auditiva, porque ainda conseguem escutar um pouco ou por não se darem conta do problema. Esse atraso em buscar ajuda acaba agravando a situação”, enfatiza a especialista.
Um simples exame de audiometria pode indicar a perda de audição e, a partir dele, definir o tratamento. “Ter a audição reabilitada significa, muitas vezes, recuperar a autoestima e a qualidade de vida. Os aparelhos atuais são mais confortáveis, acessíveis em termos de preço e muito discretos. Não se deve comprometer a vida social por vergonha de usá-los”, garante Andréa.

Depressão
A incapacidade auditiva pode levar ao isolamento social e, em casos mais graves, até à Depressão. Segundo a fonoaudióloga, quando o idoso tem perda auditiva está mais susceptível a passar por situações constrangedoras. Isso pode fazer com que evite a interação. “Além da utilização do aparelho auditivo, o apoio da família também é um aspecto que colabora para que o paciente se sinta mais confortável e motivado a enfrentar o problema”.

Tratamentos
Os recursos para tratamento da perda auditiva são os aparelhos auditivos, que aperfeiçoam a qualidade do som; o implante coclear, também chamado de ouvido biônico e que é indicado para quem possui danos auditivos severos; e os implantes de ouvido médio, que captam o som convertendo-o em vibrações mecânicas. Apenas um especialista pode indicar o modelo e o tratamento mais adequado para cada caso.
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